NAJA TRIPUDIANS
Matéria Médica
Compreendendo Naja trip..
Dr. Claudio C. Araujo M.D., F.F. Hom. (Lon.) et al.
Quando tentamos entender a realidade que cerca o paciente Naja trip.
- se nos colocarmos no lugar dele – o que estaríamos vendo? O que da realidade à volta chega aos sentidos e à compreensão do nosso paciente?
Paroxismos, duas vezes ao dia, de delírio, conversas incessantes, visões, imagina que está em uma tempestade terrível, reclama de muito frio e que a carruagem capotou e machucou sua cabeça.
Sonhos com assassinatos, suicídios, incêndios, etc.
Mas – lendo a experimentação completa – concluiremos que a principal percepção alterada deste remédio reside em sua relação consigo mesmo. Naja tem propensão ao suicídio. Muitos sintomas descrevem alguém muito triste, deprimido, alguém que perdeu a alegria de viver a ponto de se machucar ou até mesmo se matar. Não nos fica claro nos sintomas que demonstram a razão pela qual Naja perdeu sua "alegria de viver". Mas isso vai até o ponto em que o paciente Naja, guiado por um impulso, bate na própria cabeça com um machado com o qual que ele pretendia usar para cortar lenha para a lareira.
Sua mente divagou, mas finalmente ele melhorou e conseguiu sair novamente; pouco tempo depois, com um machado na mão, indo, como disse, cortar lenha, de repente partiu a própria cabeça em duas; havia enlouquecido.
Mas este não é o paciente que provavelmnte iremos encontra em nossa prática diária. Os próximos sintomas descrevem o paciente Naja mais facilmente encontrado na clínica diária:
Grande depressão esta manhã; por duas ou três horas, tudo pareceu dar errado comigo e não ter remédio; sendo chamado para fora da cidade à tarde de forma um tanto repentina, esses sentimentos desapareceram em grande medida, embora não tenham diminuído completamente (sexto dia); considerável desânimo;
grande inaptidão para esforço, com sensação de dor em toda a cabeça;
Isso continuou por mais ou menos o dia todo;
hoje me sinto muito desanimado; não consigo fazer nada; melhorei ao anoitecer.
Um tanto desanimado, sem causa suficiente;
grande depressão
muito desanimado.
Considerável depressão, sensação de incapacidade para qualquer tipo de esforço e convicção de que tudo está dando errado;
muita dor de cabeça e depressão.
Grande depressão mental, com angústia em relação aos órgãos reprodutores. Tristeza ou estado de espírito grave
tristeza e indecisão.
Intensa depressão geralmente acompanhava a dor de cabeça; essa melancolia era de um tipo peculiar; eu sentia que tudo o que era feito era feito de maneira errada e não podia ser corrigido;
O experimentador também descreveu essa sensação:
Se eu sentia que tinha algum dever a cumprir, sentia ao mesmo tempo um forte impulso de não fazê-lo e, em consequência, ficava extremamente inquieto;
Parecia ter uma percepção ampliada do que deveria fazer, mas, ao mesmo tempo, uma inclinação inexplicável para não fazê-lo, à qual fui irresistivelmente compelido a ceder;
"Eu não conseguia evitar, não sabia por quê, mas não conseguia fazer."
Poderíamos dizer que haveria um conflito entre o experimentador e as sensações que o remédio lhe causava? A sensação era a de uma “inclinação inexplicável para não fazê-lo”. Este é o nosso paciente, aliviado de sua disposição de realizar suas tarefas diárias, talvez causada pela crescente tristeza e depressão que estariam levando-o a um ponto de se tornar um paciente suicida.
Sentiu melancolia; começou a formar imagens de possíveis erros e infortúnios, sobre os quais a mente remoía; muito infeliz às vezes; à noite (primeiro dia); ontem e hoje são muito infelizes; uma causa insignificante o coloca em uma agonia perfeita de sofrimento mental em nome de outra pessoa;
mente remoendo problemas imaginários;
À noite, ele se sente mais ele mesmo e perde grande parte da depressão (oitavo dia);
imagina problemas e erros, e se preocupa com eles por duas horas
pensamentos tristes; com pressão e engasgo na garganta
bom humor; disposto para o trabalho;
mente ativa (reação)
Aflição peculiar em relação aos órgãos reprodutores, acompanhada de grande depressão mental;
desejo sexual morbidamente forte, mas sem força física
Este próximo sintoma nos traz a possível causa de seus sentimentos: Sentiu melancolia; começou a formar imagens de possíveis erros e infortúnios, sobre os quais a mente remoia;
Será que nosso paciente Naja sente culpa devido a algum erro? Seria algum erro imaginário ou – existiria em nosso paciente – uma sensação específica, relacionada ao remédio?
Grande depressão pela manhã;
por duas ou três horas, tudo pareceu dar errado comigo e não ter remédio; sendo chamada para fora da cidade à tarde, de forma um tanto repentina, esses sentimentos desapareceram em grande medida, embora não tenham diminuído completamente);
considerável depressão;
grande inaptidão para esforço, com sensação de dor em toda a cabeça; isso continuou mais ou menos o dia todo.
sinto-me hoje muito desanimada;
não consigo fazer nada;
melhorei ao anoitecer.
Sentindo-me estúpida e confusa.
Sensação de depressão.
Ela chorou e pareceu sofrer muita dor.
Um tanto desanimada, sem causa suficiente (segundo dia);
grande depressão; muito desanimada.
Considerável depressão e uma sensação de incapacidade para qualquer tipo de esforço e uma convicção de que tudo está indo mal; cabeça muito dolorida e ânimo muito deprimido.
Grande depressão mental, com angústia em relação aos órgãos reprodutores Tristeza ou disposição grave.
tristeza e indecisão Intensa depressão de espírito geralmente acompanhava a dor de cabeça;
essa melancolia era de um tipo peculiar;
eu sentia que tudo o que era feito era feito de maneira errada e não podia ser corrigido; se
eu sentia que tinha algum dever a cumprir, sentia ao mesmo tempo um forte impulso de não fazê-lo e, em consequência, ficava extremamente inquieto; parecia ter uma percepção aumentada do que deveria fazer, mas, ao mesmo tempo, uma inclinação inexplicável para não fazê-lo, à qual eu era irresistivelmente compelido a ceder;
"Eu não conseguia evitar, não sabia por quê, mas não conseguia fazer."
Os sintomas morais não estavam presentes em outubro; eram muito angustiantes enquanto tomava o pacote de novembro e, embora presentes, eram muito menos graves em dezembro.
Uma das suas estratégias usada pelo paciente Naja trip. para “lidar” com essa realidade seria estabelecer um controle contínuo sore a realidade ela mesma, tentar controlar a vida e as coisas que acontecem aparentemente sem uma origem definida. Essa estratégia foi fomentada pelo Dr. Masi Elisalde a partir da ação química do veneno sobre o organismo humano.